segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Essas brigas de domingo a noite

Isso é tão eu e você
morrer de noite e renascer
quando já não haja abraços
se fazer em despedaços
e então entardecer

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Amor XXVI

eu confio no amor a ponto de saber que ele não é confiável
fio meus horizontes e dou um nó
e só
e só

sábado, 5 de fevereiro de 2011

A

Te espero na porta dos fundos dessa manhã burguesa

pra ver o sol esquentar a esquerda

em nosso nascente vermelho e negro

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Prostituta

te dou meu nome verdadeiro
e um beijo
molhado
de esperança

te dou meu amor verdadeiro
e só te peço que me leve
as lembranças

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

pirambeira do mundo
deixa cair bem lá no fundo

todo teu

escuro

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Em Você

o baseado me fumava e a cerveja me bebia enquanto eu ia e enquanto ia evaporando-me em você a solidão pluralizava e a poesia me ardia e seguia e eu seguia embriagando-me em você o porre homerizava e o vômito me tomava e mais eu ia e mais eu ia exorcizando-me em você a paixão serpenteava e a serpente me mordia e eu sentia e sentia sabotando-me em você a saudade me esquecia e o esquecimento me saudava e eu ia e eu ia crucificando-me em você o pó me inspirava e a inspiração empoeirava e seguia e eu seguia envelhecendo-me em você o futuro me espreitava e o tempo me passava e eu corria e corria volteando-me em você o céu distanciava e o inferno me doía enquanto eu ia e enquanto ia profetizando-me em você o anjo me chupava e o diabo emputecia e eu fodia e fodia emprenhando-me em você o coração me bobeava e o sonho valseava e eu ria e eu ria aceitando-me em você
oh ida que me vinha oh vinda que me ia e eu seguia e seguia sendo-me em você

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Lá em segunda

chegou nu o horário certo
mas nós estávamos na rapidinha da manhã

deixa o sacana esperando alguns carinhos cronometrados
e bebe com capricho meu orgasmo

esquece às sete os ponteiros do tempo
e faz dessas horas nosso cobertor

sobe e desce como a temperatura aqui de dentro
e sussurra de cor os versos que invento

meu amor

agora é pouco para tanto beijo
deixa o desejo ser nosso compasso
no tique-taque de nossos lábios
o baque lindo e o cansaço

adeus, adeus passado

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Tristes conjugações de uma relação

eu te escrevo
você me esquece

eu te esqueço
você enlouquece

eu te beijo
você me deixa

eu te deixo
você se queixa

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Coração I

Quando o coração vem e vai
ressaqueado por tempestades e temporais
fica uma maré doída demais
do que está lá atrás
distante
e um mar de amor de antes

um mar de amor de antes

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O SONHADOR QUE COLHE BERINJELAS NA TERRA DAS FLORES MURCHAS

Compadres e comadres que vez ou outra - e até vez e outra - passam por esse que é o Fluminense dos blogs, sempre na dele, sem fazer mal pra ninguém, eis que um novo link de download aparece ali, logo ao lado. Estou falando de um livrinho de poesias, simpático que só, intulado "O Sonhador Que Colhe Berinjelas Na Terra Das Flores Murchas". Para aqueles que acompanham o Gafanhoto, estas poesias não são novidade, estão compiladas no link homônimo aqui ao lado. Porém, neste novo formato, o livro conta com uma capa supimpa estilizada pelo compadre Ayuso Lourenço, além, claro, dos belos traquejos de design da Thany Sanches. Que fique aqui, novamente, meu puuuuutaaa muito obrigado aos dois.

"O Sonhador", além de um pocket que cabe até em bolso de camisa, é minha estreia oficialesca na poesia, assim, há poesias bastante velhas, caquéticas, aposentadas, e outras mais ainda na meninice, marotas e cheias de hormônio. Ou seja, é um livro fragmentado e nem um pouco homogêneo.

Para a sorte deste que escreve, a vida me trombou com um sujeito grande, bigodudo e mezzo black power chamado Pedro Henrique, ou apenas Pedrão. Este rapazote tem um plano, um belo plano, e em breve pretende dominar o mundo ao lado de Marcos Lauro. A dupla forma o Sambarbudo Project, que no princípio era uma festa em que eles estalavam o som, mas que, hoje, é uma ajambrada estratégia de dominação do planeta. O segundo passo foi a criação do podcast, que pode ser baixado e/ou escutado semanalmente. Minha sorte foi que eu não estava no caminho diabólico da dupla, mas, para evitar riscos, coloquei meus dotes a disposição do "maquiavelismo sambarbúdico". Assim, "O Sonhador" saiu como o primeiro livro do selo Sambarbudo Project, e você pode descolar uns exemplares gratuitos conferindo o podcast dos meninos.

Caso suas burras estejam mais vazias que as nossas, baixa o livro aí, de graça e sem crise. Se sobrou algum da cerveja de sexta, manda um email para junior_belle@yahoo.com.br ou sambarbudoproject@gmail.com e peça o seu por razoáveis R$5 dinheiros.