terça-feira, 30 de novembro de 2010

Em Você

o baseado me fumava e a cerveja me bebia enquanto eu ia e enquanto ia evaporando-me em você a solidão pluralizava e a poesia me ardia e seguia e eu seguia embriagando-me em você o porre homerizava e o vômito me tomava e mais eu ia e mais eu ia exorcizando-me em você a paixão serpenteava e a serpente me mordia e eu sentia e sentia sabotando-me em você a saudade me esquecia e o esquecimento me saudava e eu ia e eu ia crucificando-me em você o pó me inspirava e a inspiração empoeirava e seguia e eu seguia envelhecendo-me em você o futuro me espreitava e o tempo me passava e eu corria e corria volteando-me em você o céu distanciava e o inferno me doía enquanto eu ia e enquanto ia profetizando-me em você o anjo me chupava e o diabo emputecia e eu fodia e fodia emprenhando-me em você o coração me bobeava e o sonho valseava e eu ria e eu ria aceitando-me em você
oh ida que me vinha oh vinda que me ia e eu seguia e seguia sendo-me em você

3 comentários:

Anônimo disse...

você é bom mesmo seu filho da puta! poesia do caralho! vontade de pegar uma garrafa de run, e fumar 400 cigarros escrevendo sobre a Augusta...

logo menos nos encontraremos, ismi!

Anônimo disse...

você é bom mesmo seu filho da puta! poesia do caralho! vontade de pegar uma garrafa de run, e fumar 400 cigarros escrevendo sobre a Augusta...

logo menos nos encontraremos, ismi!

Dani Sales disse...

Muito bom! Não posso discordar do comentário a cima, pois me causou também uma imensa vontade de tomar umas...